A expansão industrial do Grupo Madero ganhou um novo capítulo em Ponta Grossa, no Paraná. A empresa inaugurou uma cozinha dedicada à produção de empanadas artesanais, fortalecendo sua operação no município e ampliando sua capacidade produtiva para abastecer unidades no Brasil e no exterior.
A nova estrutura integra um plano robusto de investimentos que deve atingir R$ 1 bilhão até 2029. Com isso, o complexo industrial da companhia, que já ocupa uma área de 84 mil metros quadrados, equivalente a cerca de 18 campos de futebol, segue como um dos principais polos produtivos da marca.
Produção em larga escala e expansão planejada
A nova cozinha representa um salto importante na produção de empanadas. Atualmente, a fabricação gira em torno de 250 mil unidades mensais, mas a expectativa é atingir 1,7 milhão ainda em 2026. Para 2027, a meta é alcançar 2 milhões de unidades por mês, totalizando cerca de 24 milhões por ano.
Segundo o fundador Júnior Durski, o crescimento acompanha a estratégia da empresa de oferecer produtos frescos e padronizados em larga escala. O investimento específico na nova cozinha foi de R$ 52 milhões, reforçando o compromisso com inovação e qualidade.

Impacto econômico e geração de empregos
Além do aumento da produção, o complexo industrial mantém aproximadamente mil empregos diretos, consolidando-se como um importante motor econômico local. A operação também gera impacto significativo na arrecadação de impostos, que somaram R$ 440 milhões em 2025.
A prefeita Elizabeth Schmidt destacou o papel da indústria no desenvolvimento da cidade, ressaltando que o ambiente de negócios favorável tem atraído investimentos e impulsionado o crescimento econômico. Segundo ela, iniciativas como essa reforçam a posição de Ponta Grossa como um polo estratégico e inovador.
Cadeia produtiva e alcance nacional
De acordo com a Secretaria de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, liderada por Faynara Merege, a operação do Madero na cidade se destaca por concentrar toda a cadeia produtiva localmente, desde o processamento até a finalização dos produtos.
Essa estrutura permite à empresa abastecer quase 300 restaurantes em todo o país, demonstrando eficiência logística e competitividade em nível nacional. O modelo também fortalece a economia regional, integrando fornecedores, serviços e mão de obra local em uma operação de grande escala.
