Quando o empresário Rafael Cirne abriu o Badaioka, em outubro de 2022, a proposta era clara: criar uma hamburgueria diferente em Jundiaí, com sanduíches inspirados em sabores de diferentes lugares do mundo.
O projeto, desenvolvido ao lado da esposa Carla, nasceu com um investimento de aproximadamente R$ 350 mil e rapidamente conquistou público com hambúrgueres artesanais, ambiente moderno e proposta gastronômica diferenciada. Mas, com o passar do tempo, Rafael percebeu um ponto importante na operação: a casa funcionava bem à noite, mas o espaço ficava ocioso durante o dia. Foi então que surgiu a virada estratégica do negócio.
A decisão que mudou a operação
Para aproveitar melhor a estrutura e a equipe já existente, o empresário decidiu abrir o restaurante também no horário do almoço e incluir pratos de comida no cardápio. A mudança começou há cerca de um ano. “A ideia era complementar o faturamento e aproveitar o espaço que ficava vazio durante o dia”, explica Rafael.
A estratégia rapidamente mostrou resultado.
Hoje, a operação do Badaioka apresenta um cenário diferente daquele do início: 60% das vendas já são de pratos de comida, e 40% continuam sendo hambúrgueres. Ou seja, o restaurante passou a ter no almoço uma nova frente de faturamento que não existia no modelo original.

O sanduíche que continua líder
Mesmo com o crescimento da cozinha quente, os hambúrgueres continuam sendo um dos pilares do negócio. O mais vendido da casa é o Hamburger Brooklyn, versão clássica de x-salada com bacon e picles. O restaurante vende hoje cerca de 100 sanduíches por dia, mantendo forte demanda principalmente no período da noite.
O prato que virou símbolo da casa
No almoço, o destaque é o Badaioka, prato que acabou levando o nome do restaurante. Inspirado no baião de dois, ele mistura arroz, feijão, carne, bacon e ovo em uma combinação simples e saborosa. O valor também faz parte da estratégia: R$ 32,90, com a proposta de oferecer comida boa a um preço acessível.
Ticket médio e comportamento do cliente
A mudança no cardápio também impactou o comportamento do consumidor. Segundo Rafael Cirne, o ticket médio no delivery é de cerca de R$ 85 e o ticket médio no salão é de cerca de R$ 120. Para o empresário, o público busca uma combinação entre gastronomia e experiência. “Eu acho que é uma mistura dos dois. Não adianta ter experiência e não ter comida boa”, afirma.
Referência antes da expansão
Mesmo com o crescimento da operação, os planos do Badaioka não passam, por enquanto, por franquias ou expansão. O foco é consolidar a marca como um restaurante reconhecido pela qualidade da comida. “A ideia é que o Badaioka se torne uma referência culinária”, diz Rafael.
A história do restaurante mostra como ajustes estratégicos na operação podem mudar o rumo de um negócio gastronômico. No caso do Badaioka, a decisão de transformar horas ociosas em nova oportunidade acabou criando um segundo motor de faturamento para a casa.
Badaioka Burger & Food
Rua Barão de Teffé, 529 – Jardim Ana Maria – Jundiaí (SP)
Horário de funcionamento
Almoço: segunda a sexta, das 11h30 às 14h
Jantar: terça a quinta e domingo, das 18h às 22h
Sexta e sábado, das 18h às 22h30
